Polícia cibernética da Tailândia recebe dados de exchanges sobre cassino cripto Shuffle
Autoridades tailandesas obtiveram dados de fluxo de capital de três exchanges para investigar transações ligadas ao cassino digital Shuffle.com.
Visão geral
O avanço ocorre após pressão de parlamentares sobre a lentidão das investigações. Segundo a polícia cibernética do país, a complexidade do caso reside na operação do cassino ser sediada em Curaçao, utilizando transações on-chain com tokens próprios em vez de sistemas bancários locais.
O que aconteceu
O Major General Siriwat Deepho, da polícia cibernética da Tailândia, confirmou na segunda-feira que três exchanges entregaram dados de trilhas financeiras ligadas ao Shuffle.com.
O caso foi discutido em audiência no dia 29 de outubro, onde membros do parlamento questionaram a inércia policial perante as evidências existentes.
De acordo com Sirichok Sopha, ex-parlamentar que iniciou as denúncias, Bitkub, Maxbit e Binance TH estão entre as nove operadoras que possuem links on-chain com o Shuffle.
A polícia tailandesa pretende aplicar a Seção 5 do código penal, que permite jurisdição sobre crimes cometidos no exterior que afetam o país.
Números-chave
Movimentação financeira detectada
US$ 113.000segundo dados citados pela Gulf Binance e apresentados no comitê parlamentar
Equipes de força-tarefa criadas
80segundo a polícia cibernética da Tailândia
Por que importa
O caso ilustra a dificuldade regulatória de países em perseguir plataformas de apostas baseadas em cripto que operam transfronteiras fora do alcance do sistema bancário tradicional.