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Mercados

Bancos expandem uso de stablecoins para infraestrutura de pagamentos

Instituições financeiras estão migrando da simples oferta de negociação de ativos digitais para o desenvolvimento de infraestrutura baseada em stablecoins.

Visão geral

Durante o evento MERGE Madrid 2026, executivos do setor bancário discutiram como as stablecoins estão sendo integradas às operações de liquidação, tesouraria corporativa e remessas internacionais. O movimento busca reduzir o tempo de liquidação de dias para minutos, substituindo modelos tradicionais de contas correspondentes por saldos digitais.

O que aconteceu

  • Executivos reunidos no MERGE Madrid 2026 destacaram que bancos estão priorizando a infraestrutura de liquidação em detrimento da manutenção de grandes volumes de ativos.
  • Segundo Jordan Wain, da Chainalysis, os números indicam que ativos digitais estão sendo utilizados com frequência crescente em operações econômicas reais.
  • A Visa relatou avanços na liquidação de cartões via stablecoins para otimizar obrigações financeiras contínuas, conforme detalhado no evento.
  • A Anchorage Digital explicou que o uso de stablecoins em remessas visa eliminar a necessidade de contas correspondentes pré-financiadas, agilizando o processamento.

Números-chave

Atividade econômica com criptoativos (junho 2025 - junho 2026)
US$ 9,4 trilhõessegundo a Chainalysis
Aumento nas transferências internacionais via stablecoins
80%segundo a Chainalysis

Citações

“Onde os bancos lucram hoje com ativos digitais? Continua sendo a oferta de cripto direcionada aos clientes”

— Stijn Vander Straeten, CEO do Crypto Finance Group

“A questão não é, em primeiro lugar, tecnologia, mas o modelo operacional”

— Madrid Bancos

Por que importa

A adoção institucional de stablecoins sinaliza uma mudança estrutural no sistema financeiro, onde a tecnologia blockchain passa a servir como base para a eficiência operacional bancária, superando o uso puramente especulativo.

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