Estrategista da Bloomberg Intelligence vê suporte em US$ 10.000, enquanto o CEO da CryptoQuant descarta a tese apontando piso de US$ 30.000.
O embate reflete a oposição entre leituras macroeconômicas tradicionais e dados analíticos on-chain no setor cripto. Enquanto projeções de mercado acionário consideram choques sistêmicos e concorrência com títulos de renda fixa, métricas de custódia corporativa e fluxos de ETFs são defendidas como barreiras para desvalorizações extremas.
“Uma reversão do Bitcoin para US$ 10.000 pode provocar um efeito dominó. A principal criptomoeda liderou a alta dos ativos de risco desde 2009, mas o pico do Bitcoin acima de US$ 100.000 em 2025, a valorização do ouro acima de US$ 5.000 no primeiro trimestre e a mudança da maioria dos bancos centrais em direção a políticas mais restritivas, acompanhada pela disparada dos rendimentos dos títulos públicos, podem sinalizar o fim de um ciclo. Vejo o Bitcoin caminhando para um suporte em torno de US$ 10.000, especialmente se o mercado de ações dos Estados Unidos sofrer uma queda de 20%.”
— Mike McGlone
A discussão delimita o embate entre visões macroeconômicas que temem choques em Wall Street e análises on-chain que sustentam que o suporte institucional do Bitcoin impede retrações históricas de grande escala.
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