Economista cita estudo brasileiro para defender oferta fixa do Bitcoin
O autor Saifedean Ammous usou dados do brasileiro João Paulo Mayall para refutar críticas sobre a volatilidade do Bitcoin.
Visão geral
Em debate publicado no X, o economista respondeu ao professor Lawrence White, autor de Better Money, que argumenta que a oferta fixa tornaria o Bitcoin volátil demais. Para contrapor a tese, Ammous destacou levantamentos de instituições e o cálculo de Mayall, cofundador da QR Capital, que aponta a queda na volatilidade da criptomoeda em relação ao ouro.
O que aconteceu
O economista Saifedean Ammous rebateu nesta terça-feira (13) a tese de que a oferta fixa impede o Bitcoin de funcionar como dinheiro, segundo a Livecoins.
Ammous utilizou estudos da Fidelity, da Charles Schwab e um cálculo do cofundador da QR Capital, João Paulo Mayall, de acordo com a Livecoins.
O levantamento de Mayall, publicado em 7 de outubro, calcula a volatilidade de 1 ano dos ativos desde 2013, segundo a Livecoins.
Números-chave
Volatilidade realizada de 252 dias do Bitcoin
1,52x a do ourosegundo levantamento de João Paulo Mayall citado pelo economista Saifedean Ammous na Livecoins
Crescimento médio do estoque de ouro
1,7% ao anonos últimos 25 anos, segundo dados do World Gold Council citados na Livecoins
Crescimento da oferta de ouro na década de 1970
1,34% ao anoquando a onça saiu de US$ 35 para US$ 800, segundo a Livecoins
Crescimento da oferta de ouro na década de 1980
1,39% ao anocom o preço recuando para US$ 380, segundo a Livecoins
Queda na volatilidade do Bitcoin desde 2018
de 97,3% para 44,3%segundo dados divulgados na Livecoins
Alta na volatilidade do ouro desde 2018
de 10,3% para 29,2%segundo dados divulgados na Livecoins
Citações
“mostrou que a volatilidade realizada de 252 dias do bitcoin caiu para apenas 1,52 vez a do ouro”
— Saifedean Ammous
“A volatilidade já convergiu, a alocação ainda não”
— Paulo Mayall
Por que importa
A discussão acadêmica aborda fundamentos econômicos centrais do Bitcoin, confrontando teses sobre sua viabilidade como moeda de longo prazo frente a ativos tradicionais como o ouro.