Circle solicita revisões na regulação europeia MiCA para stablecoins
A Circle pediu que a Comissão Europeia altere exigências de reservas e normas de reciprocidade da regulação MiCA.
Visão geral
A emissora do USDC argumenta que as regras atuais impõem requisitos rígidos ao setor, como a obrigação de depositar até 60% do lastro em bancos comerciais. De acordo com executivos da Circle, a rigidez do texto pode empurrar investidores para o mercado offshore sem as devidas proteções regulatórias.
O que aconteceu
A Circle publicou uma nota solicitando que a Comissão Europeia revise certas regras impostas às emissoras de stablecoins sob a MiCA, informou o Livecoins.
Uma das principais objeções da empresa é a obrigatoriedade de depositar entre 30% e 60% das reservas de lastro em bancos comerciais.
Segundo Patrick Hansen, diretor da Circle, apenas três das 30 maiores stablecoins globais atendem aos critérios europeus atualmente: USDC e EURC (da Circle) e USDG (da Paxos).
A emissora defendeu a adoção de um modelo de reciprocidade transatlântica para que a União Europeia reconheça stablecoins estrangeiras, prevenindo a migração para jurisdições offshore.
Números-chave
Reserva bancária exigida para grandes emissores
60%segundo a regulação MiCA e a Circle
Top 30 stablecoins alinhadas ao MiCA
3 de 30segundo Patrick Hansen, diretor da Circle
Por que importa
As críticas das principais emissoras do setor indicam que a rigidez do arcabouço regulatório da União Europeia pode limitar a liquidez de stablecoins no bloco e fragmentar o mercado global.
Ainda não está claro
Não há confirmação se a Comissão Europeia acolherá a alteração para 40% nas reservas bancárias recomendada pelo Sistema Europeu de Bancos Centrais (ESCB).
Citações
“Considerando as maiores stablecoins do mundo por capitalização de mercado, apenas 3 das 30 maiores são atualmente compatíveis com o MiCA, e 2 delas são da Circle.”
— Patrick Hansen, Diretor de Estratégia e Política da UE da Circle